O Imposto de Renda 2026 marca um novo momento para contribuintes e empresas, com a atualização da tabela de isenção do IRPF e o início da transição da Reforma Tributária sobre o consumo. As mudanças impactam diretamente trabalhadores, empresários e, de forma especial, o setor do comércio.
Isenção ampliada no IRPF
A partir de 2026, trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais passam a ficar isentos do Imposto de Renda. Quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá redução gradual do imposto.
Já a declaração do IR em 2026 (ano-base 2025) será obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00.
Mudanças no IRPJ e na distribuição de lucros
Empresas que distribuem lucros e dividendos para pessoas físicas terão retenção de 10% na fonte, quando o valor mensal pago ao beneficiário for igual ou superior a R$ 50 mil.
No Lucro Presumido, empresas com faturamento acima de R$ 5 milhões ao ano terão aumento nos percentuais de presunção do IRPJ e da CSLL.
Outra novidade é a obrigatoriedade do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) para todas as pessoas jurídicas a partir de 1º de janeiro de 2026.
Reforma Tributária entra em fase de transição
Em 2026 começa a substituição gradual de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pelos novos tributos CBS (federal) e IBS (estadual/municipal).
As empresas já deverão destacar nas notas fiscais as alíquotas-teste de 0,9% da CBS e 0,1% do IBS, exigindo atualização dos sistemas fiscais e ERPs, especialmente no e-commerce.
MEI e novas obrigações
O MEI terá contribuição mensal reajustada conforme o novo salário mínimo de 2026 (R$ 1.621), com acréscimo de R$ 1,00 no DAS para comércio e indústria.
Além disso, a DIRF foi extinta, sendo substituída por um novo demonstrativo consolidado, e a NFS-e Nacional passa a ser obrigatória, já adaptada aos novos tributos.
Atenção empresários
Especialistas recomendam que empresas do comércio revisem processos contábeis e sistemas de emissão de notas fiscais para garantir conformidade com as novas regras e se preparar para a transição da Reforma Tributária a partir de 2026.
A CDL orienta que empresários e comerciantes procurem seus contadores de confiança, mantenham os sistemas fiscais e ERPs atualizados e acompanhem atentamente as mudanças na legislação tributária. A entidade reforça que a adaptação antecipada é fundamental para evitar inconsistências fiscais, multas e impactos no fluxo de caixa, além de garantir segurança jurídica durante o período de transição da Reforma Tributária.